Uma grande vida e uma batalha vencida contra um cancro que
parecia incurável. Um documentário sobre o grande Wilco Johnson assinado pelo
Julian Temple, que acaba por ser um exercício cinematográfico sobre a
confrontação com a morte de quem estava condenado a partir em dez meses,
vivendo essa agonia, e a celebração da vida, quando o diagnóstico fatal foi
derrubado com estrondo pelo lendário guitarrista dos Dr. Feelgood. Trabalho
arrojado e sublime do Julian Temple, que acompanhou grande parte dos concertos
de despedida do Wilco Johnson, embora tenha feito um documentário mais
existencial do que musical com enorme predominância de excertos de filmes que
lidam com o significado de toda a inquietação e angústia partilhadas por Wilco
no documentário. Insólita forma de contar a história, potenciada pelos relatos
desarmantes do guitarrista e pelo imaginário criativo do realizador,
mergulhando no seu cinema de eleição.
Entre visões e alucinações, são paixões, histórias e epifanias, coleções de imagens, deambulando por cada canto do mundo, mergulhando nos sixties com apego infinito numa expressão, num momento, num jogo de sedução, onde moram músicas, filmes, divas e craques. Relações improváveis, aproximações inspiradoras, retratos deslumbrantes, arte em movimento, recuando no tempo, apanhando a glória de uma década assombrosamente desprovida de inibições, insinuante e altamente poderosa e influente.
terça-feira, 1 de março de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Sons of Chaputa
Mais um ideia louvável da Chaputa Records, que tem feito maravilhas no lançamento de singles da cena garageira, promovendo para ouvidos desatentos Satelliters ou King Salami. Com banquinha presente nos eventos mais selvagens e concertos mais desbocados, a Chaputa investe agora no melhor do panorama punk/garage nacional, levando bandas como Parkinsons, Act-Ups, D30, Dirty Coal Train, Jack Shits, Fast Edie Nelson, Bruto and the Cannibals ou Murdering Tripping Blues a aventurarem-se em versões de gente da craveira de Kinks, Screamin Jay Hawkins, Velvet Underground, MC5, Gun Club, Gories, Wilson Pickett e Mad Daddys. Disponível para encomenda, em formato vinyl disponível através da página da editora.
A1 – THE ACT-UPS: I Can’t Stand It
A2 – D3O: I Put a Spell on You
A3 – MURDERING TRIPPING BLUES: Nothing In This World Can Stop Me Worrying About That Girl
A4 – THE DIRTY COAL TRAIN: Nytroglicerine
B1 – THE JACK SHITS: You Can’t Stand Alone
B2 – THE PARKINSONS: Come With Me
B3 – FAST EDDIE NELSON: Kick Out The Jams
B4 – BRUTO AND THE CANNIBALS: Sex Beat

A2 – D3O: I Put a Spell on You
A3 – MURDERING TRIPPING BLUES: Nothing In This World Can Stop Me Worrying About That Girl
A4 – THE DIRTY COAL TRAIN: Nytroglicerine
B1 – THE JACK SHITS: You Can’t Stand Alone
B2 – THE PARKINSONS: Come With Me
B3 – FAST EDDIE NELSON: Kick Out The Jams
B4 – BRUTO AND THE CANNIBALS: Sex Beat

Olinka Berova/Olga Schoberova
Atriz checa, nascida em Praga, filha de pai alemão e mãe austríaca. Notabilizou-se como estrela pelo seu papel no filme The Vengeance of She (1968). Pelos seus traços físicos viu-lhe serem atribuídas parecenças com Brigitte Bardot e Ursula Andress. Nasceu como Olga Schoberova mas viria a consagrar-se com carreira internacional no cinema como Olinka Berova.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Paixão pelos hammers de Bobby Moore
A equipa treinada hoje pelo roqueiro Slaven Bilic, baterista de heavy metal numa banda croata, conta com uma história recheada de tradições, sendo um clube associado à classe trabalhadora, à indústria siderúrgica do Tamisa, e com imensos adeptos conhecidos, que vão de Alfred Hitchcock a membros de Iron Maiden, de John Cleese a Barack Obama. Com uma rivalidade excruciante com os vizinhos do Milwall, das mais temíveis do mundo em termos de confrontos e violência pura, o West Ham é um clube singular, que tem tido o dom de se notabilizar na formação de alguns dos maiores talentos do futebol inglês, como Frank Lampard, Joe Cole, Rio Ferdinand, Michael Carrick, Paul Ince ou Jermaine Defoe. Os hammers são um dos clubes mais respeitados no universo da Premier League, contabilizando 58 temporadas entre os maiores. Na sua história entram as vitórias na Taça de Inglaterra de 1964, 1975 e 1980 e a Taça das Taças de 1965. Essa equipa foi mesmo a mais lendária de sempre, pertencendo a ela a incontornável figura de Bobby Moore, que jogou em Upton Park entre 1958 e 1974. Foi um dos esteios da Seleção Inglesa, campeã mundial em 1966, da qual também faziam parte os avançados Geoff Hurst e Martin Peters, autores dos golos da final sobre a Alemanha. Todos eles surgem homenageados numa estátua em Upton Park. Foram também determinantes no triunfo da Taça de Inglaterra de 1964 numa excitante e impensável final com o Preston North End (na altura da 2ª Divisão e que tinha nas fileiras um miúdo de 17 anos, Howard Kendall), onde milhares de adeptos se animaram em redor de Wembley num extraordinário ambiente de festa. O West Ham é um clube que seduz por uma cultura própria, uma alma gigante e um mascote carismática dentro uma cidade cheia de pesos pesados como Arsenal, Tottenham e Chelsea.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Bonnie St. Claire - I surrender
Um hino em imensos festivais dedicados à cultura mod e um estupendo convite à febra da pista, I Surrender é um tema da autoria da holandesa Bonnie St. Claire. Com outros temas sugestivos como Tame me Tiger ou Clap Your Hands and Stamp Your Feet, Bonnie ainda hoje é uma figura altamente respeitada na Holanda, embora não tenha escapada a períodos de atividade mais sombrios e manhosos. Mas fica toda a estima por um poderoso, colossal e viciante I Surrender.
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